O Brasil passa por um incômodo jejum há 19 anos na Fórmula 1: desde a temporada 1991 o país não tem dois pilotos vencendo no mesmo ano. Na ocasião, Ayrton Senna, na McLaren, se sagrou tricampeão com sete vitórias, após um duelo contra Nigel Mansell, da Williams. Nelson Piquet, da Benetton, no ano de sua despedida da F-1, venceu o GP do Canadá, em Montreal, após o "Leão" parar na última volta e abandonar a prova.
Na temporada que começa neste fim de semana, o Brasil tem sua maior chance dos últimos anos de quebrar este tabu. Os maiores candidatos ao feito são Felipe Massa, da Ferrari, um dos favoritos por causa do desempenho do carro, e Rubens Barrichello, da Williams, escuderia em ascensão. Lucas di Grassi, na Manor, e Bruno Senna, na HRT, correm por fora em equipes estreantes, com poucas chances de vitória e orçamento menor que as rivais mais experientes.
Massa e Barrichello têm dominado as atenções dos brasileiros nos últimos anos na Fórmula 1. Desde 2006, os dois vencem pelo menos uma corrida por temporada. O piloto da Ferrari conseguiu triunfos nas três primeiras e chegou ao vice-campeonato em 2008. O da Williams teve muitas dificuldades em 2006, 2007 e 2008 com a Honda, mas deu a volta por cima com o carro da Brawn GP em 2009, com o qual chegou na frente em duas provas.
De 1994 a 2000, nenhuma vitória verde-amarela na F-1
O pior momento brasileiro na história recente na Fórmula 1 começou em 1994. Após vencer o GP da Austrália de 1993 pela McLaren, Ayrton Senna se mudou para a Williams, onde sofreria o acidente fatal no GP de San Marino, em Imola. A partir daí, no fim da década de 90, o país contou com pilotos apenas em times pequenos, longe da briga pelas vitórias. Rubens Barrichello teve seis pódios neste período, com dois segundos lugares e quatro terceiros.
O jejum de vitórias só acabaria no GP da Alemanha de 2000, quando Rubinho, já na Ferrari, venceu uma caótica corrida, que contou até com invasão de pista por um funcionário demitido de uma montadora alemã. O brasileiro ganharia mais oito provas pela equipe italiana até 2005, quando se mudou para a Honda.
Fonte: www.globoesporte.com